Da janela Já não contemplo O horizonte As paredes tão altas Tiraram o brilho Das estrelas O vento norte Se foi... Já não me pertence A força... A vontade... Partiram... Deixando A porta fechada Fiquei só... Encarcerada em minhas escolhas Prisioneira da minha liberdade Thais Castro
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O sol se afastou... Se perdeu em meio as nuvens Ainda não era noite Mas a escuridão tornou-se densa E o coração, comprimido, Dentro do peito, doía Dor lancinante... Profunda O olhar distante Só avistava o longe A estrada sem fim Ah! Se pudesse... Iria sem olhar para trás Sem saber para onde ir Deixar para trás, tudo Ou apenas deixar Seguir em frente Sem parar Simplesmente Seguir... Seguir... Mas, a racionalidade Faz retornar Trazendo consigo a lembrança Que a liberdade Aprisiona À cada escolha... Thais Castro
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Equívocos existem Sempre Mas ainda tenho o prazer De apreciar seus olhos Contemplar sua força E imaginar muitas coisas Não me atrevo Ultrapassar as barrreiras Me levariam a muitos lugares E profundos sentimentos Que não vou querer retornar Se me entorpece a vontade Há sempre a lucidez Se me bambeiam as pernas Há sempre um novo tônus Se me acelera o coração Sempre haverá o tom mais Alto da respiração Que o rio tome Seu curso Siga seu rumo Caminhe em paz Thais Castro