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Da janela Já não contemplo O horizonte As paredes tão altas Tiraram o brilho Das estrelas O vento norte Se foi... Já não me pertence  A força... A vontade... Partiram... Deixando A porta fechada Fiquei só... Encarcerada em minhas escolhas Prisioneira da minha liberdade Thais Castro
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O sol se afastou... Se perdeu em meio as nuvens Ainda não era noite Mas a escuridão tornou-se densa E o coração, comprimido, Dentro do peito, doía Dor lancinante... Profunda O olhar distante Só avistava o longe A estrada sem fim Ah! Se pudesse... Iria sem olhar para trás Sem saber para onde ir Deixar para trás, tudo Ou apenas deixar Seguir em frente Sem parar Simplesmente  Seguir... Seguir... Mas, a racionalidade Faz retornar Trazendo consigo a lembrança Que a liberdade Aprisiona À cada escolha... Thais Castro
Delícia! Chegar na janela e sentir a estação mudando Cores e formas distintas Todas... Muitas... A brisa fria e densa Traz consigo Novos tempos Novos dias Novidade de vida Delícia! Saber que o velho É continuidade Do novo E o novo sempre vem Thais Castro
Minha inspiração me deixou Me deixou largada no mesmo lugar Abandonada Me deixou como muitas outras coisas Outras pessoas Outros sentimentos Me deixou só Olhando o tempo Olhando o vento Sem forças Sem rumo Me deixou só Thais Castro
O manto noturno e frio que cobre a noite Os pontos luminosos que pontilham o manto A brisa suave que anuncia a hora de recolher Trazem consigo o prenuncio do fim O findar de uma noite O sinal de novo dia Nova vida Boa noite Thais Castro
Equívocos existem Sempre Mas ainda tenho o prazer De apreciar seus olhos Contemplar  sua força E imaginar muitas coisas Não me atrevo Ultrapassar as barrreiras Me levariam a muitos lugares E profundos sentimentos Que não vou querer retornar Se me entorpece a vontade Há sempre a lucidez Se me bambeiam as pernas Há sempre um novo tônus Se me acelera o coração Sempre haverá o tom mais Alto da respiração Que o rio tome Seu curso Siga seu rumo Caminhe em paz Thais Castro